quinta-feira, março 29, 2007

Futuro sem Intermediários?

Um Futuro sem Intermediários? foi um dos assuntos tratados no primeiro dia de Jornadas de Comunicação Social que se realizou na terça-feira, dia 27, e cujo tema principal era Novos Media: Uma Babel às Costas. Para discutir esta questão foram convidados José Alberto Carvalho, da RTP; Sérgio Gomes, do Público; Pedro Leal, da Rádio Renascença e Paulo Ferreira, do Jornal de Notícias. Depois da desilusão da ausência do pivô da RTP, acabámos por ter uma agradável surpresa com a chegada do seu substituto: Luís Miguel Loureiro, também jornalista desta estação de televisão. De referir també, que este debate teve como mediador o Professor Manuel Pinto.
Após uma breve apresentação individual, cada convidado deu a sua opinião sobre se teremos ou não um futuro sem intermediários. Para pedro Leal, "haverá sempre intermediários, ainda que a multiplicação de plataformas tenha vindo a prejudicar a noção clássica de Jornalismo". Relativamente a Paulo Ferreira, este informou-nos que a estratégia do Jornal de Notícias para continuarem a ser intermediários é a preocupação e a interactividade com os leitores. Luís Miguel Loureiro chegou mesmo a dizer que, "os intermediários continuarão a ser necessários, imprescindíveis". Afirmou ainda que os media tradicionais já se aperceberam que só incluindo os cidadãos é que continuarão a ter o seu lugar seguro na sociedade. Além disso, quando questionado sobre qual das duas plataformas irá sobreviver, o jornalista considerou que nenhuma das duas: o jornal não vai matar a internet, nem o contrário irá acontecer. Pedro Leal falou-nos das mudanças que a Rádio Renascença está a sofrer e adiantou-nos os princípios que orientaram essa mesma alteração. Para ele, a rádio com internet ultrapassou o tempo. "Hoje podemos ouvir música onde queremos e quando queremos". Este considera ainda que a internet é uma boa "bengala" para a interactividade na rádio e que a conjugação destes dois meios potencia a sua audiência. Ao longo da conversa, os convidados foram ainda dando conselhos à plateia, maioritariamente estudantil, sobre o que nos reserva o futuro como jornalistas. Segundo Pedro Leal, "os estagiários têm um poder enorme em termos de técnicas que serão muito importantes nas redacções". Paulo Ferreira completou-o dizendo que "os jornalistas mais bem pagos são aqueles que não sabem só escrever, mas que sabem também fotografar e fazer tudo o resto, dominar todas as ferramentas necessárias ao jornalismo e não só a parte textual". Luís Miguel Loureiro considera também que "quando se inicia a profissão é necessário estar muito bem apetrechado" e que "a polivalência de funções é evidentemente um trunfo para os jornalistas."

sexta-feira, março 23, 2007

Norte desigual

A região Norte teve, no ano de 2006, uma evolução mais lenta que o resto do país. A Comissão de Coordenação e Desenvovimento Regional do Norte (CCDRN) apresentou, ontem, o relatório "Norte Conjuntura" com dados relativos ao primero trimestre do ano passado. No relatório elaborado pela Comissão pode ler-se que a taxa de inflação se situou nos 3,2%, número superior em uma décima ao resultado nacional.
Menores salários, aumento do desemprego e subida galopante dos preços estão na origem deste resultado.
O agramento dos preços tem sido significativo em bens tão essenciais como habitção, alimentos, saúde, água e electricidade, com particular aumento a partir de 2005. Este factor poderia ter sido colmatado com o aumento de salários, o que não aconteceu. Segundo o relatório a média de vencimento de um trabalhador nortenho situa-se nos 636 euros, sendo a média nacional de 711 euros, dado que contribui para a assimetria existente entre o norte e o resto do País.
O relatório revela que o futuro é pouco animador relativamente às questões de emprego. A região chegou ao último trimestre de 2006 com menos de 20 mil postos de emprego. Destaca-se o desemprego juvenil e o desemprego de longa duração.
Contudo as perspectivas não são tão negativas como podem parecer, existem indicadores que permitem prever melhorias para a economia da região.

quarta-feira, março 21, 2007

Mosquitos ajudam a acabar com a malária

Não gostamos nada deles. Picam, criam reacções alérgicas. Deixam-nos irrritados com o seu zumbido. Contudo são a cura para uma doença grave, a malária.
Uma equipa de investigadores norte-americanos criou, em laboratório, mosquitos geneticamente modificados resistentes ao parasita causador da malária.
Embora parecam insignificantes, estes pequenos animais podem ajudar a resolver uma doença que afecta milhões de pessoas, a maior parte em Àfrica.
Estes mosquitos têm a particularidade de passar o seu gene protector na altura da reprodução, permitindo que seguintes gerações já nasçam imunes ao parasita. Podem, inclusivamente, adaptar-se rapidamente à vida selvagem e superar os mosquitos que transportam a malária, diminuindo o número de pessoas infectadas.
A comunidade científica têm ainda algumas dúvidas. Estas prendem-se com o facto de milhares de mosquitos transgénicos serem libertados na natureza, no entanto os cientistas têm esperanças de conseguir controlar esta doença.
Cientistas estudam, actualmente, amelhor maneira para aperfeiçoar a foram como os genes resistentes à doença são herdados. Desta forma asseguram que todos eles se tranmitam em cada ovo de mosquito.
A malária pode, finalmente, chegar a um fim. tudo isto graças aos mosquitos.

Austrália descoberta por portugueses

Uma biblioteca em Los Angeles, nos Estados Unidos, tem uma carta náutica do século XVI que prova que foram os portugueses os decobidores da Austrália. Até agora pensava-se que os britânicos e os holandeses tinham sido os descobridores "oficiais" deste continente, mas não. O livro 'Beyond Capricorn' (Além de Capricórnio) de Peter Tricke afirma que a carta náutica marca pontos geográficos em português. Esta constatação prova que o navegador português Cristovão de Mendonça liderou uma frota de navios até à Baía de Botany, 250 anos antes da chegada do capitão britânico James Cook.
Peter Tricke afirma que a descoberta do navegador português foi mantida em segredo, evitando que outras potências europeias da época chegassem ao novo continente. O autor australiano está convicto de que as descobertas de artefactos portugueses do século XVI, data da carta náutica, nas costas neozelandezas e australianas são factos que sustentam a sua teoria.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Planeta mais quente até ao final do século

A principal conclusão do relatório apresentado no dia 2 de Fevereiro, em Paris, pelos 500 delegados do painel Governamental para as Alterações Climáticas (IPCC) é a de que o planeta irá aquecer entre 1,8 e 4 graus até ao final do século. Além disso, este documento confirma também a "probabilidade muito alta" de que o aquecimento global tem comm principal responsável o ser humano, adiantou ontem o jornal Público.
O "Resumo à Atenção dos Decisores", uma síntese do documento, revela que os peritos entendem que o aumento da temperatura global previsto até ao fim do século XXI é "uma temperatura média e será muito diferenciada segundo as regiões, podendo ser multiplicada segundo as regiões, podendo ser multiplicada por dois nos pólos, por exemplo". Além da subida dos oceanos, a subida dos termómetros irá provocar também vagas de calor, episódios de seca e intensas precipitações que poderão originar a deslocação de cerca de 200 milhões de refugiados climáticos até ao fim do século. O quarto relatório do IPCC (criado em 1988 pelas Nações Unidas) reforça também a convicção dos peritos de que os humanos são os principais responsáveis do aquecimento global observado nos últimos 50 anos e que, segundo eles, não pode ser só atribuível à variabilidade natural. Os especialistas enfatizam ainda que as concentrações de dióxido de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera nunca foi tao elevada desde há 650 mil anos. Este relatório do IPCC tem o intuito de ajudar a fundamentar a resposta dos dirigentes do planeta ao aquecimento global, nomeadamente no quadro do Protocolo de Quioto.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Seremos mesmo culpados pelo aquecimento global?

Divulgação da avaliação do conhecimento científico sobre alterações climatéricas dia 2 de Fevereiro
Faltam dez dias para confirmar, ou não, a argumentação da Administração Bush de que o conhecimento científico sobre as alterações climatéricas estaria repleto de incertezas, divulgou, anteontem, o Público. Esta resposta será encontrada num relatório que irá afirmar, com mais certezas, que é o Homem o culpado pela subida da temperatura na Terra. Este documento é o quarto relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla inglesa), organismo criado pelo Programa de Ambiente das Nações Unidas e pela Organização Mundial em 1988. A cada cinco ou seis anos, o IPCC revela uma vasta avaliação da produção científica sobre o aquecimento global. Este já é o quarto relatório elaborado é realizado por 450 autores principais, 800 co-autores e ainda 2500 especialistas, na qualidade de revisores, segundo o IPCC. A 2 de Fevereiro será divulgado o primeiro volume do relatório - o "sumário para decisores políticos" - que trata da base científica das alterações climáticas. Cita-se já uma versão preliminar deste documento em jornais como o El País (espanhol), The Observer (britânico) e o jornal canadiano Toronto Star. Segundo estes jornais, este novo relatório reforça a responsabilidade humana no aquecimento global. O documento considera que é quase certo que os gases com efeito de estufa provenientes de actividades humanas são a grande causa do aumento da temperatura nos últimos 50 anos. Esta certeza não era tão grande no último relatório do IPCC, em 2001. Através deste documento, as previsões para o final deste século serão, também, mais certas. Estima-se que a temperatura média global irá subir entre 2 a 4,5 graus Celsius até ao fim do século, comparativamente à era pré-industrial. No terceiro relatório, a previsão era entre 1,4 e 5,8 graus Celsius, provando que o documento actual está mais preciso. Revelar-se-ão, também, dois aspectos positivos. O primeiro é o de que o nível do mar irá subir mais lentamente do que era suposto. O segundo é que a corrente marítima do Golfo, a qual aquece parte do hemisfério Norte, não irá ser interrompida este século, pondo de lado o cenário de um grande resfriamento de zonas muito povoadas na América do Norte e Europa. Irá haver, ainda, uma reunião de discussão sobre o sumário para decisores políticos, em Paris, de 29 de Janeiro a 1 de Fevereiro. Neste encontro, serão avaliados os comentários dos vários governos sobre a finalização do documento. O IPCC revelará, ainda, os relatórios sobre os impactos das alterações climáticas e sobre as formas de preveni-las, nos meses de Abril e Maio, respectivamente. www.universia.com.br/materia/img/ilustra/2005/out/06b.jpg

terça-feira, janeiro 23, 2007

Milhões de crianças privadas de brincar

http//:www.abi.org.br/images/giannecarvalho_criancascarvoeiras.jpg Ultrapassa os 218 milhões o número de menores que trabalham um pouco por todo o Mundo em empregos que lhes ocupam o dia quase todo, em troca de uma mísera recompensa, ficando privados da sua infância, avançou, anteontem, o Jornal de Notícias.
Não só nos países menos desenvolvidos, mas também nos mais ricos do Ocidente, estas crianças são exploradas em fábricas, nos campos, nas minas e até mesmo dentro das suas próprias casas. Segundo o Jornal de Notícias, esta questão preocupa seriamente o Vaticano que, através da Agência Fides, publicou um dossier sobre o tema. A Agência da Congregação para a Evangelização dos Povos refere que aqueles menores têm uma "vida demasiado breve", perdendo, assim, qualquer oportunidade de se dedicarem à sua escolaridade. A Agência Fides acrescenta ainda que "em muitos países, o trabalho infantil é proibido por lei, mas isso não impede que muitas crianças trabalhem até 10 horas por dia, em vez de irem à escola". Infelizmente, compramos por aí muitos produtos que chegam até nós manchados da exploração destas crianças.

Telemóveis são viciantes

90 minutos com o telemóvel ou a internet desligados é o tempo suficiente para provocar a ansiedade a um grande número de pessoas. Esta foi uma conclusão tirada de um estudo da Universidade de Florida, nos Estados Unidos, avançou, anteontem, o Jornal de Notícias.
Os telemóveis e as agendas electrónicas, cujo intuito é facilitar a vida das pessoas, está, pelo contrário, a dificultá-la. Segundo o mesmo estudo, o problema está no facto de as pessoas não terem noção da altura em que devem desligar os seus aparelhos de comunicação.
Este estudo enfatiza o número cada vez maior de pessoas que, vendo-se obrigadas a desligar o seu telemóvel, sofrem de estados de ansiedade. Assim como, caso se esqueçam deste em casa, tiram um menor partido da actividade que estiverem a exercer. A psiquiatra Lisa Merlo, professora da Universidade de Florida, destaca que "não se trata de quanto tempo passamos a falar ao telemóvel, o que é igualmente um problema, mas da necessidade de estarmos conectados para saber o que se passa e permanecermos disponíveis". "Esta é uma das características do vício dos telemóveis", acrescenta ainda Merlo, assegurando que este é diferente dos vícios do álcool, drogas ou jogo, mas que é dificíl saber exactamente qual a problemática destes aparelhos de comunicação. Imagem: http://www.agrup-eb23-amarante.rcts.pt/abelhudo_saude_telemoveis.jpg

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Chávez reeleito

A maior afluência ás urnas desde os últimos 15 anos img.aktualne.centrum.cz Hugo Rafael Chávez Frias foi novamente eleito Presidente da Venezuela. Uma reeleiçao com cerca de dois terços dos votos (61%), derrotando assim o seu principal opositor, o candidadto social-democrata, Manuel Rosales. Cerca de 2oo observadores internacionais estiveram no país caribenho para ver o decorrer do todo processo eleitoral. Processo que segundo o já actual Presidente foi "completamente transparente",tal como afirmou no seu discurso de vitória. Na varanda do Palácio Mirafores afirmou, aos milhares de venezuelanos presentes, que a Venezuela tem como objectivo a construçaõ de uma país socialista e o forte combate ao imperialismo norte-americano. Para tal a revolução bolivariana (Símon Bolivar - um dos heróis venezuelanos) irá manter-se, se tudo correr como planeado, até 2013, data das próximas eleições presidenciais. Manuel Rosales sai derrotado destas eleições. O candidato fortemente apoiado pela classe média , acreditava que fosse possível um outro rumo para a Venezuela, porém sondagens davam avanço de cerca de 30 pontos a Chávez. Muitos foram aqueles que correram à urna de voto, mas as filas eram intermináveis, mesmo quando a hora do fecho se aproximava, o que demonstrou a maior afluência às urnas desde os últimos 15 anos. Em Portugal, mais precisamente na Madeira, muitos foram os venezuelanos que exerceram o seu direito ao voto. Nas entrevistas transmitidas pela SIC as opiniões eram, na sua maioria, contra o actual estado da Venezuela. Hugo Chávez mantém-se na presidência e promete dar continuidade às políticas de cariz socialista.

domingo, novembro 12, 2006

As cheias vieram para ficar

Não é tão cedo que nos livramos destas cheias nefastas que devastam Portugal inteiro. As alterações climatéricas que se têm vindo a registar nas últimas semanas deverão ser cada vez mais frequentes, assim como as cheias delas derivadas. Desta forma, é iminente um urgente ordenamento do território e da reflorestação.
"No século XX, as cheias foram o desastre natural mais mortífero em Portugal, seguidas pelos sismos." Foi esta a conclusão de uma investigação do centro de estudos geográficos, segundo nos informa o semanário Sol. Só nas intempéries de 1967 morreram mais de 500 pessoas. Segundo informou ao Sol o especialista em recursos hidrológicos e alterações climáticas, Rodrigues de Oliveira, este tipo de fenómenos vai agravar-se nos próximos tempos. Ele acrescenta ainda que isto se deve ao facto do ciclo da água ser controlado principalmente pela temperatura: "havendo um aquecimento da atmosfera pela emissão de gases, haverá mais precipitação." O especialista informa também que em Portugal haverão menos aguaceiros mas poderá "chover tudo num mês ou numa semana." Rodrigues de Oliveira defende a existência de duas causas evidentes para a devastação das últimas semanas: a intensa pluviosidade e a deflorestação que "contribui para a não infiltração da água, gerando um maior fluxo para os rios." A Quercus acrescenta que há uma falta de ordenamento do território. Lembra ainda que as urbanizações e a impermeabilização dos solos impedem a infiltração das águas e aumentam o escorrimento superficial rápido, provocando problemas de drenagem e inundações. Foto: www.youngreporters.org/IMG/jpg/cheias_3.jpg

domingo, novembro 05, 2006

Ninhos abandonam linhas da EDP

Até ao final do ano, a EDP Distribuição vai retirar 282 ninhos de cegonhas de postes eléctricos e locais "críticos" para a segurança de abastecimento de energia à populações. Esta campanha tem como objectivo "compatibilizar a qualidade do serviço de distribuição de electricidade com a preservação do ambiente", explica o director do gabinete de Ambiente e sustentabilidade da EDP, Neves de Carvalho, ao Jornal de Notícias. Esta iniciativa denomina-se "Operação Cegonha Branca", na qual a EDP investiu 177 mil euros. A campanha foi autorizada pelo Instituto da Conservação da Natureza (ICN) e conta com a parceria da Quercus. Neves de Carvalho acrescentou também numa Conferência de Imprensa realizada na passada sexta-feira que não se sabe ainda o número de "cortes" de energia que as aves causaram. Sabe-se apenas que a "maioria" tem origem em contactos dos animais com os condutores de média e alta tensão.
Os técnicos irão avaliar, caso a caso, se será possível a devolução dos ninhos ao meio natural. Estes vão tentar, por exemplo, colocá-los em árvores próximas dos postes, inserindo dissuasores de poiso para que não regressem no ano seguinte. É o terceiro ano consecutivo que se realiza esta campanha, já tendo sido colocados 1100 apoios, geralmente perto dos postes eléctricos onde os ninhos se encontravam. Segundo a Quercus, a qual orienta os técnicos da EDP no terreno, 1400 aves morrem todos os anos em Portugal por electrocussão e colisão com a rede electrónica.

sábado, outubro 21, 2006

Promoção de 'Jura' processada

Imagem retirada do Diário de Notícias
A SIC corre o risco de pagar uma coima entre os 20 mil e os 150 mil euros pela "emissão repetida dos spots autopromocionais da novela Jura, em horários entre as 10:00 e as 23:00". A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) concluiu que houve "uma violação flagrante, reiterada e grosseira do artigo 24.º, número 2, da Lei da Televisão". Desta forma, decidiu instaurar um processo de contra-ordenação contra a estação de Carnaxide. Esse artigo estabelece que os programas "susceptíveis de influírem de modo negativo na formação da personalidade das crianças ou de adolescentes ou de afectarem outros públicos vulneráveis só podem ser transmitidos entre as 23:00 e as 6:00 e acompanhados da difusão permanente de um identificativo visual apropriado". A violação deste artigo, caso seja considerada uma contra-ordenação leve, pode ser punida com uma coima entre 7.500 e 37.500 euros. Contudo, se for considerada pela ERC uma contra-ordenação grave, a coima será entre os 20 mil e os 150 mil euros. Azeredo Lopes, presidente do orgão regulador explicou ao Diário de Notícias que após o procedimento legal, uma de três posições será tomada: "o arquivamento do processo, mais uma recomendação ou a aplicação de uma contra-ordenação pecuniária". O DN adianta que a SIC tem 48 horas para ler em antena a recomendação que o conselho regulador divulgou ontem. Após verificada a "dimensão puramente sexual, valorizada num quadro relacional de traição e mentira, sem contextualização ou conteúdo educativo ou formativo", o regulador considerou que existiu um "ostensivo desrespeito pela lei", refere a recomendação. Segundo o DN, a SIC não quis fazer qualquer comentário à deliberação emitida pela Entidade Reguladora.

Afinal a cannabis tem fins terapêticos

Segundo o governo da Catalunha, em Espanha, mais de 65% dos doentes tratados com cannabis sente uma diminuição de dor. Esta informação foi divulgada ontem, no âmbito de um programa inovador de utilização terapêutica deste produto.
Este programa decorre desde o mês de Janeiro, inserindo-se num protocolo com o Ministério da Saúde e Consumo que visa "oferecer uma alternativa terapêutica a doentes que não tenham respondido adequadamente a tratamentos habituais, afirma o Departamento de Saúde do executivo catalão. O tratamento consiste na utilização de um estrato padrão de cannabis, em forma de aerosol, na mucosa bucal e é dado para tratar a dor neuropática em pacientes com esclerose múltipla. Este tratamento até já foi autorizado pelo governo do Canadá. O governo acrescenta ainda que a cannabis "pode ser uma alternativa para doentes graves com doenças crónicas de longa evolução, muito medicados, com má resposta aos tratamentos habituais e com uma reduzida qualidade de vida". Curiosamente, esta substância já foi dada a 123 doentes e só 35% abandonaram o tratamento.

"Faz o teu livro feliz"

A Associação Milho D'Oiro de Gavão, em Famalicão, organizou uma iniciativa denominada de "Faz o teu livro feliz". O objectivo foi recolher o maior número de livros possível para distribuir pelas crianças carenciadas da Guiné Bissau.
Oitocentos quilos de livros e material escolar foram o resultado final desta iniciativa o que, para Sérgio Marques , presidente da colectividade, é uma grande satisfação. Segundo a associação chegaram livros de todos os pontos do país. De acordo com Milho D'Oiro prentendia-se também dar uma "componente pedagógica" à iniciativa mostrando às crianças e pais que também se pode fazer um livro feliz se lhe for dada utilidade. Segundo Walter Teixeira, que representou o Cônsul da Guiné Bissau, no Porto, na cerimónia de entrega do material, "a língua portuguesa não está perdida na Guiné Bissau e é importante alertar as autoridades para que seja feita alguma coisa". Walter Teixeira acrescenta ainda que as autoridades guineenses "estão sensíveis" a este tipo de colaboração uma vez que existem "grandes laços" afectivos entre os dois países. Esta iniciativa decorre no âmbito do protocolo de colaboração que a Associação Comercial e Industrial de Famalicão (ACIF), que procedeu também à recolha, tem com a sua homóloga na Guiné. São de louvar estas iniciativas, as quais esperamos que tenham vários seguidores, uma vez que qualquer ajuda é bem-vinda.

sábado, outubro 14, 2006

Nobel da Paz para Muhammad Yunus

Ontem, Muhammad Yunus, também conhecido por "O Banqueiro dos Pobres", ganhou o Prémio Nobel da Paz 2006. O economista irá doar a quantia que lhe pertence do prémio (cerca de 1,1 milhões de euros) à instituição financeira do microcrédito que este fundou há três décadas.
Yunus, após receber a notícia, explicou que utilizará o dinheiro para financiar a sociedade na área agro-alimentar, de maneira a que os pobres possam consumir alimentos altamente nutritivos a um preço acessível. Parte do dinheiro do prémio permitirá também a criação de um hospital oftalmológico e um projecto de tratamento de água. "Darei o dinheiro todo a estas empresas que terão um propósito totalmente social, ou seja, sem fins lucrativos", afirmou o banqueiro. O comité de atribuição do Prémio Nobel defendeu que "Muhammad Yunus revelou ser um líder capaz de transformar a sua visão em acções práticas para o benefício de milhões de pessoas, não apenas em Bangladesh, mas em muitos outros países." Acrescentou, ainda, que "conceder empréstimos a pessoas pobres sem qualquer garantia financeira parecera uma ideia impossível. A partir de uma modesto começo, há três décadas, Yunus desenvolveu, principalmente através do Grameen Bank, o conceito de microcrédito como um instrumento cada vez mais importante na luta contra a pobreza." Sem dúvida, este prémio foi muito merecido, uma vez que Muhammad quer eliminar a pobreza do mundo. Desta forma, até o mais pobre dos pobres pode trabalhar para alcançar o seu desenvolvimento.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Recepção ao Caloiro

Irá realizar-se a Recepção ao Caloiro 2006, em Guimarães, com o intuito de desejar as boas-vindas aos novos alunos da Universidade do Minho. O programa começa no Domingo, dia 15, com a Serenata. Segue-se, no dia 16, a festa académica nos BA's de Guimarães e de Braga, juntamente com o juramento e bapismo do caloiro (em Guimarães). No dia 17, David Fonseca é o cabeça de cartaz, mas teremos também a presença do Dj Poppy, Mantra e Dj Emídio Meireles. Por fim, no último dia (dia 18), às 15h realizar-se-ão a tradicional Latada e, às 20h, o mega jantar académico. Mais tarde, irão actuar Quim Barreiros, João Seabra e Miguel 7 estacas e, mais para o final da noite, o Dj Begueiro, Dj Sete e, novamente, Dj Emídio Meireles.
Esta é uma semana a não perder, cujos preços são: 7 euros para estudantes e 10 euros para não estudantes. Haverão transportes gratuitos para Guimarães com saída das 21:30 às 2:30 e o regresso a Braga será das 4h às 6:30. Prevê-se uma semana agradável de convívio com os "velhos" e os novos estudantes da Universidade do Minho.